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Mogi Mirim Esporte Clube Mascote: Sapo |
Fundado no dia 1º de fevereiro de 1932, o Mogi Mirim Esporte Clube é um time que integra a primeira divisão do futebol paulista. Atualmente, o clube é presidido por Rivaldo Vitor Borba Ferreira, o meia pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002 e eleito pela Fifa como o melhor jogador do mundo em 1999.
Rivaldo, que atualmente defende o Bunyodkor, do Uzbequistão, assumiu o Sapo no início de outubro de 2008. Por unanimidade, o craque foi eleito pelos conselheiros do clube como o novo presidente. Desde então, o presidente montou uma equipe de ponta para auxiliá-lo na tarefa de comandar o Mogi Mirim, time que o revelou para o futebol mundial nos anos de 1992 e 1993.
Ao seu lado, Rivaldo conta com nomes como os do ex-volante César Sampaio e do ex-zagueiro Cleber Américo da Conceição, com os quais atuou no Palmeiras, na década passada. Sampaio é o consultor do clube e Cleber atua como gerente de futebol.
Em campo, Rivaldo também conta com um ex-companheiro dos tempos de Barcelona e Olympiakos. O meia Giovanni, que no Brasil marcou seu nome na história no Santos, é o principal nome do Sapo no retorno ao Campeonato Paulista da Série A-1.
Embora tenha praticamente 77 anos de existência, o Mogi Mirim Esporte Clube começou a conquistar seu espaço no cenário do futebol somente nos anos 80. Foi com a chegada de Wilson Fernandes de Barros à presidência, em 1981, que o clube cresceu.
À frente do Mogi Mirim por 27 anos – de 1981 a 2008, quando faleceu -, Wilson Barros transformou o Sapo no que ele é hoje: um clube com uma infra-estrutura invejável e um modelo de gestão para os padrões brasileiros. De mero coadjuvante da terceira divisão do Campeonato Paulista a integrante da elite do futebol estadual.
Foi no ano de 1985 que o Sapo chegou à primeira divisão do Campeonato Paulista. Naquele ano, o Mogi montou um time considerado bom para os padrões da época, com jogadores como o “xerife” Chicão e Oscarzinho, e na noite de 11 de dezembro de 85, no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, o time chegou à divisão principal ao conquistar o título da Segunda Divisão com um empate de 1 a 1 com o Tanabi.
De lá para cá, o Mogi se firmou no futebol paulista. O ápice foi nos anos de 92 e 93, com o célebre “Carrossel Caipira”, liderado por Rivaldo, Válber e Leto. O sucesso do time, que disseminou o nome do Mogi Mirim por todo o território nacional, foi a união de um treinador de visão, com um esquema tático ousado, e jogadores virtuosos que incorporaram um profundo espírito de equipe.
Aos moldes do Carrossel Holandês da Copa do Mundo de 1974, o estreante técnico Oswaldo Alvarez implantou o esquema 3-5-2. O encaixe do elenco foi perfeito. De tanto girar, o Carrossel Caipira atordoou adversários por onde passou. Para os grandes clubes da capital, o Sapo ficou conhecido como o time do interior mais difícil de ser batido.
Tamanho foi o êxito do elenco comandado por Vadão que em 1992 o Sapo conquistou o título da Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol e do Grupo Amarelo do Campeonato Paulista. Por pouco o time não chegou à final do Paulistão.
No ano seguinte, o clube venceu o Torneio Ricardo Teixeira. Em 1995, o Mogi Mirim novamente conquistou o título do Campeonato Paulista da Série A-2. Em sua história também se destacam o vice-campeonato da Série-C do Campeonato Brasileiro, em 2001, e o título do Campeonato Paulista Sub-20, em 2006.
No ano passado, depois de permanecer por duas temporadas na Série A-2 do Paulista, o Sapo conquistou o acesso à primeira divisão.
Revelação de craques
Não foi só o hoje presidente Rivaldo que deu seus primeiros passos no Mogi Mirim. Do centroavante Carlos Alberto Seixas, negociado com o futebol mexicano no final dos anos 80, ao meia Robinho, vendido para o Santos em maio de 2008, o Mogi Mirim se firmou no cenário nacional como um time revelador de talentos.
Nestas últimas três décadas, também saíram do clube nomes como Válber, Cleber Arado, Luís Mário e Denis Marques. As negociações ganharam força nos anos 90 após o surgimento do Carrossel Caipira. Em 1993, Rivaldo e Leto foram emprestados ao Corinthians e Válber e Admílson foram vendidos.
No ano seguinte, Rivaldo e Válber foram vendidos ao Palmeiras. Na época, a venda de Rivaldo para o Verdão foi a maior transação do futebol nacional. Em 1996, outra grande negociação. O atacante Cleber Arado foi vendido para o Mérida, da Espanha.
Três anos depois, outra safra de jogadores foi negociada. O atacante Luís Mário foi vendido ao Corinthians e o zagueiro Paulão foi negociado com o São Paulo. Já o lateral-esquerdo Misso foi vendido para o Botafogo-RJ e o centroavante Alex se transferiu para o Monarcas Morélia, do México.
Entre os anos de 2001 e 2002, o zagueiro Marcelo Batatais foi para o Cruzeiro-MG. Em 2003, o atacante Denis Marques foi negociado com o Kuwait Sporting, do Kuwait. No ano seguinte, o atacante Neto Baiano foi para o Jeonbuk Hyundai, da Coréia do Sul.
Em 2005, o Botafogo comprou o volante Diguinho e o centroavante Anderson foi vendido para o Club Sivasspor, da Turquia. Em 2006, novas negociações: o atacante Dinei foi para o Daegu, da Coréia do Sul, e o lateral-direito Edson Ramos para o AEK, da Grécia. A última negociação de peso foi a do meia Robinho para o Santos.
Camila Caetano - Assessora de Imprensa







